Muda de maracujá BRS Mel do Cerrado

Muda de maracujá BRS Mel do Cerrado

Cultivar de maracujazeiro-doce (Passiflora alata Curits) para o mercado de frutas especiais de alto valor agregado.

Availability: Disponível por encomenda Categoria:

Descrição

Origem da cultivar

A cultivar foi obtida por meio do melhoramento populacional por seleção recorrente visando ao aumento de produtividade, frutos com adequadas características físicas e químicas e maior tolerância a doenças. Os primeiros ciclos de seleção e recombinação foram realizadas em 1999, utilizando acessos e populações de Passiflora alata Curtis de diferentes origem. O melhoramento genético populacional foi obtido por meio da seleção massal entre e dentro de famílias de meio irmãos. Matrizes e progênies superiores foram selecionadase utilizadas na geração da nova cultivar. As atividades de realização decruzamentos base, avaliação e seleção de matrizes e progênies superiores foram realizadas na Embrapa Cerrados. As atividades de avaliação inicial da nova cultivar foram também realizadas na Embrapa Cerrados. Atividades de avaliação complementar do desempenho agronômico foram realizadas no Cerrado do Planalto Central (Distrito Federal, Goiás e Tocantins), na região Sudeste (Rio de Janeiro) e na região Norte (Roraima). Também foram realizadas avaliações de desempenho agronômico junto a alguns pequenos produtores parceiros na região do DF e entorno, incluindo o cultivo a céu aberto, em estufas
e na agricultura urbana. Com base nos resultados positivos do desempenho agronômico da cultivar, a mesma foi registrada (RNC Nº 36578) e protegida (SNPC Certificado Nº 20170200) no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Diferencial de mercado

Essa cultivar apresenta-se como uma nova opção para os fruticultores. Trata-se da primeira cultivar da espécie Passiflora alata Curtis (maracujazeiro-doce) destinada ao mercado de frutas especiais de alto valor agregado. É uma boa opção para fruticultores altamente tecnificados e para cultivo em estufa,
onde pode-se obter frutos de alta qualidade física e química. É também uma boa opção para pequenos produtores e para a agricultura praticada em sítios, chácaras e ambiente urbano. As principais características desta cultivar trabalhadas no melhoramento genético são alta produtividade, qualidade
física e química de frutos e maior nível de resistência à bacteriose e virose. Sua flor exuberante, vermelho arroxeada e com longas fímbrias multibandeadas evidenciam também o seu potencial ornamental. É indicada para uso na fruticultura ornamental, com utilização das flores, frutos e da própria planta no
paisagismo de grandes áreas como cercas e pérgulas.

Características dos frutos e produtividade

Os frutos, quando maduros, tem coloração de casca amarela. O peso dos frutos varia de 120 a 300 gramas (média de 200 g), são obovais, com polpa amarelo alaranjada, com teor de sólidos solúveis muito alto (acima de 17 °Brix). Além da polpa/sementes, a casca também é comestível, podendo ser utilizada para fazer salada, compotas, entre outras receitas. Nas condições do Distrito Federal tem produzido de 15 a 25 t/ha em polinização aberta e, dependendo das condições de manejo da cultura, pode atingir  produtividades acima de 30 t/ha no primeiro ano de produção.

Resistência a pragas e doenças

A cultivar é suceptivel ao ataque da abelha Irapuá, tripes, coleóptero da flor e mosca do botão floral, que danificam as flores e frutos. Quanto às doenças, a cultivar melhorada apresenta maior nível de tolerância às principais doenças foliares que a população original de melhoramento, entretanto ainda apresenta
suscetibilidade, principalmente à bacteriose e à virose. Há relatos de maior resistência desta cultivar à fusariose (Fusarium solani) nas condições de Roraima, entretanto a cultivar não tem apresentado resistência à fusariose nas condições do Cerrado do Planalto Central. Para conviver com a virose, é recomendado o uso da tecnologia do ‘mudão’, onde as mudas são conduzidas em ambiente protegido até atingirem mais de 1,5 m, quando então são levadas para o campo. Deve-se evitar, ao máximo, o plantio desta cultivar de maracujazeiro-doce próximos a pomares de maracujazeiro-azedo com ocorrência de virose. Para conviver com a bacteriose, são necessárias pulverizações preventivas, principalmente no início das chuvas e durante as épocas do ano mais úmidas e quentes.

Região de adaptação

Com base nos locais de abrangência de coleta dos acessos e populações utilizadas no melhoramento genético e nas áreas de validação da cultivar em condições comerciais, há indicadores da adaptação da cultivar na região do Cerrado, plantio em qualquer época do ano (quando irrigado) e em diferentes
tipos de solo. Não pode ser cultivado em áreas sujeitas a geadas e ao excesso de umidade.

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