Muda de maracujá BRS Pérola do Cerrado

Muda de maracujá BRS Pérola do Cerrado

Cultivar de maracujazeiro silvestre com quádrupla aptidão: consumo in natura, processamento industrial, ornamental e funcional

Os frutos, quando maduros, têm coloração verde-claro a amarelo-claro com seis listras longitudinais verde-escuras. O peso do fruto varia de 50 a 120 gramas. A polpa tem coloração amarelo-creme e brix variando de 15 a 18 °Brix. O rendimento da polpa é em torno de 35%

Availability: Disponível por encomenda Categoria:

Descrição

Origem

A cultivar de maracujazeiro silvestre BRS Pérola do Cerrado foi obtida na Embrapa Cerrados, em Planaltina, Distrito Federal, resultante de um processo de seleção massal de uma população de acessos silvestres de Passiflora setacea de diferentes origens visando, principalmente, ao aumento de produtividade e aumento do tamanho do fruto, além de resistência às principais doenças. O primeiro ciclo de seleção foi feito em 1994 e após quase 20 anos de pesquisa, a Embrapa está disponibilizando esta cultivar para a sociedade. Trata-se de uma variedade obtida por policruzamento entre plantas selecionadas. A BRS Pérola do Cerrado é a primeira cultivar de maracujazeiro silvestre registrada
(RNC Nº 21714) e protegida (SNPC Certificado Nº 20120197) no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Dados técnicos

Produtividade: Nas condições do Distrito Federal, tem produzido de 10 a 25ton/ha sem o uso de polinização manual, o que representa em torno de 10 a 15 Kg de fruta por planta por ano.

Resistência a doenças: Por ser um maracujá silvestre, tem apresentado alta resistência a pragas e  doenças. A Figura abaixo ilustra diferenças na resistência a doenças de plantios de maracujá comercial (Passiflora edulis) e do BRS Pérola do Cerrado (Passiflora setacea). O maracujá silvestre é mais resistente às doenças da parte aérea como a virose (detalhe das folhas na figura abaixo), bacteriose, antracnose, verrugose e morte precoce.

Diferencial de mercado: Alternativa para o mercado de frutas especiais destinadas a indústrias
de sucos, sorvetes, doces, e para o consumo in natura. Suas belas flores brancas e sua ramificação densa evidenciam seu potencial ornamental para paisagismos de grandes áreas. Por ser altamente vigoroso
e resistente a doenças e pragas apresenta grande potencial para cultivo em sistema orgânico. Outro ponto relevante para o lançamento do material é o grande potencial produtivo e a qualidade fisico-química e
funcional da polpa. Este maracujá silvestre é também uma alternativa interessante para plantio em quintais e pequenas chácaras para fornecimento de sombra, flores e frutos. Assim como o maracujazeiro azedo (comercial), este maracujazeiro silvestre é autoincompatível, sendo necessário o plantio de pelo menos duas plantas para realização da fecundação cruzada.

Região de adaptação: A cultivar foi selecionada no Distrito Federal, mas com base nos locais
de validação, há indicadores da adaptação da cultivar em altitudes de 250 a 1100m, latitude de 9° a 23°, plantio em qualquer época do ano (quando irrigado) em diferentes tipos de solo. Não se adapta a regiões
sujeitas a geadas e solos sujeitos ao encharcamento.

 

A princípio, o sistema de produção da cultivar BRS Pérola do Cerrado segue as recomendações técnicas do maracujazeiro azedo comercial, com relação às exigências edafo-climáticas, preparo e correção do solo, necessidade de espalderamento, irrigação e adubações de formação e produção (http://www.cpac.embrapa.br/maracuja/links/).

Informações obtidas em áreas experimentais e em unidades demonstrativas da BRS Pérola do Cerrado em condições comerciais mostram que alguns ajustes no sistema de produção podem aumentar significativamente a produtividade da cultivar: 1. utilização de espaldeiras
com quatro a seis fios de arame; 2. adoção de cultivos em latadas; 3. uso de adubação orgânica e mineral com fontes adicionais de macro e micronutrientes, especialmente Magnésio, Cálcio, Boro e Enxofre; 4. uso de mudas maiores (> 50 cm) para o plantio no campo; 5. uso de covas maiores e mais profundas.

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