Muda de maracujá silvestre BRS Sertão Forte

Muda de maracujá silvestre BRS Sertão Forte

A nova cultivar de maracujá foi desenvolvida a partir de uma combinação de espécies, após mais de uma década de pesquisas, resultando na primeira variedade dessa fruta nativa da Caatinga, que é recomendada para cultivo comercial. Ela é resultado do melhoramento genético realizado por pesquisadores da Embrapa Semiárido, em parceria com a Embrapa Cerrados (DF).

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Descrição

Cultivar de maracujá silvestre, obtida por processo de seleção massal de uma população de acessos silvestres da espécie Passiflora cincinnata Mast. provenientes de diferentes origens, visando, principalmente, aumento de produtividade e do tamanho
do fruto. Produz frutos de coloração verde-clara, quando maduros, com peso variando de 109 a 212 g, de polpa muito ácida, apropriada para fabricação de sucos, apresentando coloração amarelo-clara a esbranquiçada e brix variando de 8 a 13 ºBrix.

O rendimento da polpa é em torno de 35%, quando extraída manualmente com peneira, e de 50% quando extraída em despolpadeira rotativa. Nas condições do estado de Pernambuco e no Cerrado do Planalto Central, tem produzido de 18 a 29 t/ha/ano em polinização aberta e, dependendo das condições de manejo da cultura, pode atingir produtividade acima de 30 t/ha no primeiro ano de produção. Apresenta como característica de destaque, maior tolerância ao estresse hídrico e o longo ciclo produtivo, quando comparado às cultivares de maracujazeiro-azedo (Passiflora edulis Sims) disponíveis no mercado. Possui potencial agroindustrial e ornamental, se constituindo em uma importante alternativa de exploração pelos agricultores familiares da Caatinga e do Cerrado, tanto para o mercado de frutas destinadas ao processamento industrial, como pela agregação de valor ao produto processado da polpa na forma de sucos, geleias, doces e sorvetes.

Produto: Muda de Maracujá silvestre BRS Sertão Forte

Bioma: Cerrado, Caatinga

Vantagens

O maracujá da Caatinga ou maracujá do mato apresenta vantagens em relação a outras cultivares comerciais de maracujá azedo (Passiflora edulis), especialmente por ter maior tolerância ao estresse hídrico, já que é adaptado, de forma natural, às condições do Semiárido.

De acordo com a Embrapa, a nova cultivar apresenta ainda um ciclo produtivo mais longo, o que significa que a planta vive e produz por mais tempo no campo, com maior tolerância à fusariose, uma das principais doenças que ataca o maracujazeiro azedo.

Os frutos

Os frutos da BRS Sertão Forte, quando maduros, têm coloração verde clara, e pesam de 109 a 212 gramas. A polpa é bastante ácida, própria para o processamento, de coloração esbranquiçada ou amarelo clara, com 8 a 13°Brix. O rendimento da polpa chega a 50%, quando extraída em despolpadora rotativa; e em torno de 35% se for extraída, manualmente, com uma peneira.

“Essa variedade pode ser cultivada com baixo custo tecnológico e com limitação de água. Por isso, é bastante apropriada para a agricultura familiar das áreas dependentes de chuva, com foco principalmente na produção orgânica”, destaca o engenheiro agrônomo Francisco Pinheiro de Araújo, da Embrapa Semiárido, responsável pelo desenvolvimento da nova cultivar.

Conforme a estatal, há um bom tempo, agricultores pernambucanos viram no maracujá, de modo geral, uma boa alternativa para complementar a renda das famílias. Hoje, elas já comercializam produtos como geleia, calda e mousse, e ainda vendem o fruto in natura.

Desempenho

A BRS Sertão Forte, além de ser indicada para as áreas com restrição hídrica da Caatinga, também apresenta bom desempenho em áreas irrigadas.

De acordo com as pesquisas, seguindo as mesmas recomendações técnicas para o maracujazeiro azedo comercial, é possível produzir de 14 a 29 toneladas da variedade por ano.

Segundo o pesquisador Francisco Pinheiro, a cultivar silvestre tem ainda potencial para ser plantada nas bordas dos cultivos de maracujá amarelo. isso porque suas flores abrem por volta das cinco horas da manhã, enquanto as de variedades de maracujazeiro azedo abrem no final da manhã ou à tarde.

A cultivar silvestre, nesse caso, atrai os polinizadores para as primeiras horas do dia e aumenta o tempo e, consequentemente, a eficiência da polinização natural, o que está diretamente ligado ao aumento da produtividade.

Testes no Cerrado

A BRS Sertão Forte, além da sua região nativa, também foi testada no Cerrado do Distrito Federal, na região Centro-oeste do país, onde apresentou boa produtividade em sistemas de produção em espaldeira e latada.

Pesquisador da Embrapa Cerrados, Fábio Faleiro avalia que “essa cultivar, desenvolvida a partir de uma rica biodiversidade brasileira, será uma opção a mais para os produtores, tanto para diversificar sua produção quanto para melhorar a eficiência da polinização manual do maracujazeiro azedo, que é uma das práticas que demanda muita mão de obra nos cultivos comerciais”.

Silvestre azedo – Passiflora cincinnata

Cultivar de excelente adaptação e longevidade.

Pode ser cultivada em regime de sequeiro na Caatinga, Cerrado e outras regiões brasileiras.

Polpa muito ácida, própria para fabricação de sucos, geleias e outros produtos de alto valor agregado.

Pode ser plantada juntamente com cultivares de maracujazeiro azedo comum para atrair os polinizadores.

Suas flores exuberantes, arroxeadas e com longas fimbrias evidenciam seu potencial ornamental, além de atrairem os principais insetos polinizadores dos maracujazeiros.

Frutos verde claros quando maduros com peso variando até 300 gramas.

Alto rendimento de polpa – 50% – em despolpadeira rotativa.

Adaptado a altitudes que variam entre 0 e 1.500 metros.

Brix entre 8 e 13 graus.

Tolerâncias: Bacteriose, Antracnose, Verrugose, Virose, Fusarium (em algumas regiões).

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